O que sempre me afastou do mercado de criptomoedas foi a falta de segurança, o roubo de moedas e os grandes escândalos envolvendo hackers.

Por conta disso, sempre investi via ETFs de Bitcoin e Ethereum, negociados numa bolsa de Estocolmo, na Suécia. Mas, as taxas embutidas desse produto e os custos operacionais são altíssimos. Não recomendo!

Foi então que eu descobri uma solução, a LEDGER NANO S, conhecida como hardware wallet. E aí, tudo mudou.

Meu conselho? Adquira a sua Ledger com segurança na KriptoBr, que é a distribuidora oficial do produto na América do Sul. Eles têm o preço mais baixo do mercado, o estoque já está no Brasil, e a empresa faz envios para todos os Estados. A minha chegou por Sedex rapidinho.

Por que é necessário o uso de uma carteira digital?

Não é recomendável que você deixe saldo estacionado nas Exchanges, que são as corretoras onde você faz a compra/venda de criptomoedas, pois a probabilidade de ser hackeado é bastante considerável. Toda semana tem Exchange hackeada (vide Allinvain, Bitcoincia, BitFloor, Mt. Gox, Flexcoin, Poloniex, Bitcurex, Coincheck, e por aí vai).

E sabe aquelas letras miúdas? … pois é, nelas está escrito que as Exchanges não se responsabilizam pelos valores que sumirem da sua conta, você pode reclamar para o Papa! Nunca mais vai ver a cor desse dinheiro.

Vale lembrar, que não há regulação no mercado de criptomoedas, portanto, não há para quem recorrer. Cabe a VOCÊ cuidar da segurança das suas criptomoedas.

Como se proteger dos hackers

As Exchanges são as plataformas de negociação das criptomoedas, que reúnem compradores e vendedores, e garantem que as transações ocorram de maneira segura e “transparente”.

Assim como guardamos dinheiro no banco, as criptomoedas são armazenadas digitalmente nas wallets, o que possibilita os registros das transações que são armazenados em cadeias de blocos (blockchain). É importante observar, que alguns tipos de wallets operam via servidor, o que compromete sua segurança, como veremos a seguir.

As carteiras têm duas chaves, a chave-pública (que é uma identificação tipo o número da sua conta bancária, um endereço a ser divulgado para o recebimento de moedas), e a chave-privada (Seed), que só você deve saber e “guardar a sete chaves”.

Uma vez que essas carteiras digitais estão na Blockchain, se você perder a sua chave privada, nunca mais vai conseguir recuperá-la, de forma que as informações da conta e o saldo serão perdidos também.

Preste muita atenção nesses termos: hot wallet e cold wallet. Significa que as carteiras podem estar online (hot wallet, conectadas a internet) e offline (cold wallet, não conectadas a internet). Via de regra, as hot wallets são alvo fácil dos hackers.

Tipos de Carteira Virtual

Atualmente, as hot wallets são: desktop wallet (Full Node / Electrum / Multi-wallet), browser wallet, online wallet, mobile wallet, exchange wallet, e as cold wallets são: paper wallet e hardware wallet.

As hot wallets geralmente, são gratuitas, fáceis de utilizar, possuem interface interativa e são bem práticas. Por outro lado, são bastante vulneráveis. Quer um exemplo? Veja esse artigo: Vulnerabilidade na Wallet da Jaxx: Usuário Reporta Roubo de 400 mil Dólares.

Como para mim falta de segurança não é uma opção, o foco desse artigo será as cold wallets.

No caso da paper wallet, ela é relativamente segura, por ser uma carteira física. Como o próprio nome já diz, trata-se de um papel, é um tipo de uma cartela que você imprime. De maneira resumida, você pode acessar ao site bitaddress.org, criar a sua carteira gratuitamente, e imprimi-la. Porém, se ela pegar fogo, for extraviada, tomar um banho de água, …, seu dinheiro vai para o lixo, sem chance alguma de recuperação.

Você só poderá usar a sua paper wallet para transações uma única vez (com segurança). Exporte sua chave-privada, quando (e somente quando) de fato for utilizar seu saldo. Uma vez que você exportou sua Seed, sua paper wallet será inutilizada, ou seja, perderá a segurança offline que possuía, necessitando que você crie uma nova, caso queira armazenar suas criptomoedas de forma segura novamente.

Mesmo gerando sua paper wallet offline ainda há riscos. Seu computador pode estar com algum “vírus”, que irá enviar suas informações ao ficar online novamente.

E muito cuidado para não utilizar sistemas/links falsos, que ao invés de zelar pela sua segurança, vão salvar sua chave-privada. E aí, já sabe …

Por fim, as hardware wallets são carteiras físicas, muito parecidas com um pen drive. São muito mais duráveis e extremamente seguras. Armazenam vários tipos de moeda, e em termos de usabilidade são mais funcionais que as paper wallets.

Nessa categoria, a mais popular é a Ledger Nano S.

Se você perder a Ledger, mas, souber as 24 palavras que vão aparecer no visor na primeira vez que ela for ligada, você consegue recuperar o seu saldo.

Pulo do gato da Ledger: mesmo que um hacker consiga ter acesso ao seu computador (virtualmente), ele teria que ter o acesso físico também, já que é necessário apertar um botão manualmente para concluir a transação desejada.

E qual é mais eficiente? Tudo depende do seu perfil.

Você deve levar em conta, os valores que pretende transacionar (no longo prazo), a usabilidade da carteira, e a segurança. Se a pergunta for, qual é a opção mais segura? Definitivamente, as hardware wallets são a melhor opção.

Onde comprar sua hardware wallet

Convencida de que precisava ter a minha hardware wallet, meu primeiro impulso foi correr para internet e buscar pelo melhor preço, como faço com tudo que vou comprar. Mas, essa não é uma compra comum.

No site da Ledger o produto sai por 79 Euros, e é enviado de Paris, França. Ao chegar no Brasil sofre acréscimo de diversas taxas, o que acaba elevando o custo final para uns R$850,00, fora o risco de extravio. Não vale a pena!

Na Amazon, a própria fabricante vende a Ledger Nano S por USD 99,00, mais shipping & handling de USD 7,69, mais depósito de taxa de importação de USD 110,12, totalizando USD 210,11. No momento que estou escrevendo este artigo o dólar da minha operadora de cartão está em R$3,88, o que daria R$ 815,22, sem contar o IOF de 6,38%. E você ainda corre o risco do extravio do produto. Ou seja, também não vale a pena.

Já no Mercado Livre os preços estão numa média de R$ 600,00 + frete. Mas, não faz muito sentido comprar um dispositivo para sua segurança num lugar de procedência duvidosa.

Então, onde comprar?

O distribuidor OFICIAL de produtos Ledger na América do Sul, é a KriptoBr, empresa fundada por Jefferson Rondolfo, um brasileiro que mora no Alabama.

Você pode comprar sua Ledger Nano S lá no site da KriptoBr com segurança. Além disso, eles têm o preço mais barato, e estoque já no Brasil. Você vai pagar em média R$ 599,00 + frete (só para ter uma ideia, no site da KaBuM, por exemplo, loja conhecida por praticar preços abaixo do mercado, está custando R$ 837,53 + frete, em 12x).

Dúvidas Frequentes:

Devo comprar minha Ledger Nano S através de um link de um blog super bacana sobre criptomoedas? NÃO.

Devo comprar minha Ledger Nano S através de um link num vídeo de review no Youtube? NÃO.

Devo comprar uma Ledger Nano S de segunda mão? NÃO.

Faço transações de pequenos montantes. Posso utilizar a paper wallet por enquanto? SIM. Mas, tenha muito cuidado na utilização (online).


Curtiu esse tema? Existe duas formas de ganhar dinheiro no mundo das criptomoedas. Através da valorização do preço das moedas, que é flutuante, e com os ICOs (Initial Coin Offerings). Em breve vou escrever um artigo muito interessante sobre isso. Stay tuned!

Dica de segurança → JAMAIS tire foto das 24 palavras que vão aparecer no visor da sua Ledger ao ser ligada pela primeira vez. Anote-as num papel – ou numa cryptosteel (carteira de aço) – e guarde como um tesouro.

Se quiser conhecer mais sobre o universo das criptomoedas, assista ao documentário Banco ou Bitcoin (título em inglês Banking on Bitcoin), no Netflix.

*** Lembre-se, é sua responsabilidade escolher criteriosamente o melhor tipo de carteira para armazenar suas criptomoedas e utilizar boas práticas para proteger o seu dinheiro. ***